Eu poderia ficar acordado só para ouvir você respirar, ver você sorrir enquanto você está dormindo, enquanto você está longe e sonhando. Eu poderia passar minha vida nesta doce rendição. Eu poderia ficar perdido neste momento para sempre.Cada momento gasto com você é um momento de tesouro.

A única coisa que passa pela minha cabeça é que queria estar com você agora, segurando sua mão e olhando seu sorriso.


— Quero sexo.
— Aqui tem cara de puteiro?
— Ah, me chupa.
— Não achei minha boca no lixo.
— Me ama então…
— Amar está saindo mais caro que Kinder Ovo.
— Não tem problema, eu continuo te amando mesmo assim.
— Tá bom, você venceu. Eu também te amo.
— Era mentirinha de primeiro de Abril.
— Mas hoje é dia sete. Em que país você vive?
— Em um país onde todo dia é primeiro de Abril.
— Ah, vai se foder.
— Só se for com você.
— Me chupa.
— Chupo.
— Para.
— O que?
— De me irritar.
— Por que eu pararia?
— Porque você está fazendo eu te amar mais.
— Mas você disse que amar está saindo mais caro que Kinder Ovo.
— Então por você eu fico pobre.


Vê se aparece, amor. Chega bem quietinho, sem que eu perceba e me abraça devagar. Respira o meu perfume e diz que ele não deixou de ser o teu preferido. Sorri pra mim daquele jeito bonito, como quem diz: “eu não aguentava mais tanta saudade”. Vê se aparece, amor. Segura minha mão enquanto andamos pela praça ou esperamos o sol se pôr. Diz aquelas coisas pra me provocar, me faça te bater e me acalma com um beijo, usando como desculpa que era a única forma de desfazer o meu bico cheio de manha. Diz, também, que continua sendo louca por mim. Vê se aparece, amor. Me abraça. Me deita no teu peito. Fica comigo na varanda da sua casa ou mesmo da pousada, e quando alguém passar por nós gruda mais um pouquinho e deixe-o pensar como somos um casal bonito. E quando alguém perguntar durante quanto tempo a gente namora, ri daquele jeito meio sem graça e me olha querendo dizer que não sabe, mas que quer passar o resto da sua vida comigo. Vê se aparece, amor. E manda embora todas as essas coisas chatas que ocupam o meu tempo quando não te tenho ao meu lado. E fica, amor. Fica para sempre.


E que graça tem, se eu não te irritar? Qual é o motivo de te deixar com raiva, se eu não te arrancar sorrisos? É que eu sou assim, irritante. E você é desse jeito, fácil de irritar. A gente se completa. Você é a brisa e eu a tempestade. Você é o ciúmes e eu o motivo dele. É a dose que eu quero, sem tirar, nem por. Quero eu e você assim: brigando pra fazer as pazes, se distanciando pra poder voltar ao “nós” com mais intensidade […] Volto a dizer, a gente se completa, com as nossas indirefenças e igualdades, com nosso jeito estranho de lidar um com o outro. Quero a gente assim, amarrados, dado nós, aqueles bem complicados de se desatar […] nós que não desgrudem, não desatem, não se disfaça; quero nós que durem.